FATOS POLICIAIS

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

JOAQUIM FONTES GALVÃO

 


JOAQUIM FONTES GALVÃO, natural da cidade de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, nascido no dia  02 de maio de 1902 e faleceu em Natal, em 19 de julho de1944, professor, jornalista, político, nome de rua, no bairro Cidade Alta, em Natal, filho do Coronel OLHINTO LOPES GALVÃO e CÂNDIDA DE MIRANDA FONTES

Professor FONTES GALVÃO não foi apenas o mestre de gerações de natalenses, mas, igualmente, um exemplo de coragem e determinação para todos os que conheceram. Paralítico das pernas aos quinze anos de idade, não fez de sua condição de paralítico um muro de lamentações. Mas um desafio para conquistar vitórias. Internado no antigo hospital JUVINO BARRETO, atual ONOFRE LOPES, em busca de tratamento para os seus males. Por volta de 1915, iniciou aí sua carreira jornalista.

Espirita e maçom, defendeu com veemência, através da imprensa, as ideias que professava, Dotado de levante espirito de cidadania, sempre colaborou com a comunidade, como na época da pandemia de tilo. Pronunciando palestras para a população, divulgado métodos de combate à doença.

Partidário da Aliança Liberal, saudou o deputado BATISTA LUZARDO, na Avenida Tavares de Lira, quando da vista da caravana chefiada pelo grande tribuno, em 07 de fevereiro de 1930. Os adversários políticos da situação, não perdoaram e a polícia dissolveu o comício à bala, foi salvo da confusão generalizada pelo carinho do irmão, JOÃO BATISTA GALVÃO, que o retirou dali, nos braços.

Às vésperas da vitória da Resolução de 1930, foi designado pela JUNTA GOVERNATIVA MILITAR para dirigir o ÓRGÃO OFICIAL, “A REPÚBLICA”, função que ainda desempenharia na administração dos interventores IRINEU JOFFIULY, HERCULINO CASCARDO e BETINHO DUTRA, MODERNIZANDO O VELHO ÓRGÃO DE IMPRENSA,

Desiludindo-se com o “idealismo” de alguns revolucionários, abandonou a política, para dedicar-se de corpo e armas ao ensino particular,

Fontes Galvão era um auditada. Não obstante, conseguiu pelo seu esforço pessoal amealhar  admirável soma de conhecimento que transmitia ás legiões de seus alunos, como o exemplo de seu otimismo permanente, num comportamento exemplar.

ensinando diariamente, das sete  da manhã ás nove horas da noite, a turmas sucessivas de estudantes, ele chegou a lecionar a cerca de 200 alunos por dia.

Tal esforço, contribuiu para  o agravamento dos seus males físicos, vindo a falecer aos 42 anos de idade, na casa da Rua João Pessoa (atualmente demolida), onde viveu a maior parte de sua vida.

Numa justa homenagem ao velho batalhador, a Câmara Municipal de Natal, no dia 21 de outubro de 1948, aprovou por unanimidade Projeto de Lei, dando o nome de Fontes Galvão à antiga rua Camboim, no centro da cidade, entre o Colégio Marista e a Catedral Metropolitana.

FONTE – LIVRO 400 NOMES DE NATAL, DE DEIFILO GURGELK, JAEDELINO LUCENA, MANOEL ONOFRE JÚNIOR e REJANE CARDOSO.


JOAQUIM FONTES GALVÃO

  JOAQUIM FONTES GALVÃO , natural da cidade de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, nascido no dia   02 de maio de 1902 e faleceu em Nata...