JOAQUIM FONTES GALVÃO, natural da cidade de Mossoró,
Estado do Rio Grande do Norte, nascido no dia
02 de maio de 1902 e faleceu em Natal, em 19 de julho de1944, professor,
jornalista, político, nome de rua, no bairro Cidade Alta, em Natal, filho do
Coronel OLHINTO LOPES GALVÃO e CÂNDIDA DE MIRANDA FONTES
Professor FONTES GALVÃO não foi apenas o mestre de gerações
de natalenses, mas, igualmente, um exemplo de coragem e determinação para todos
os que conheceram. Paralítico das pernas aos quinze anos de idade, não fez de
sua condição de paralítico um muro de lamentações. Mas um desafio para
conquistar vitórias. Internado no antigo hospital JUVINO BARRETO, atual ONOFRE
LOPES, em busca de tratamento para os seus males. Por volta de 1915, iniciou aí sua
carreira jornalista.
Espirita e maçom, defendeu com veemência, através da
imprensa, as ideias que professava, Dotado de levante espirito de cidadania,
sempre colaborou com a comunidade, como na época da pandemia de tilo.
Pronunciando palestras para a população, divulgado métodos de combate à doença.
Partidário da Aliança Liberal, saudou o deputado BATISTA
LUZARDO, na Avenida Tavares de Lira, quando da vista da caravana chefiada pelo
grande tribuno, em 07 de fevereiro de 1930. Os adversários políticos da
situação, não perdoaram e a polícia dissolveu o comício à bala, foi salvo da
confusão generalizada pelo carinho do irmão, JOÃO BATISTA GALVÃO, que o retirou dali, nos braços.
Às vésperas da vitória da Resolução de 1930, foi designado
pela JUNTA GOVERNATIVA MILITAR para dirigir o ÓRGÃO OFICIAL, “A REPÚBLICA”,
função que ainda desempenharia na administração dos interventores IRINEU
JOFFIULY, HERCULINO CASCARDO e BETINHO DUTRA, MODERNIZANDO O VELHO ÓRGÃO DE
IMPRENSA,
Desiludindo-se com o “idealismo” de alguns revolucionários,
abandonou a política, para dedicar-se de corpo e armas ao ensino particular,
Fontes Galvão era um auditada. Não obstante, conseguiu pelo
seu esforço pessoal amealhar admirável
soma de conhecimento que transmitia ás legiões de seus alunos, como o exemplo
de seu otimismo permanente, num comportamento exemplar.
ensinando diariamente, das sete da manhã ás nove horas da noite, a turmas
sucessivas de estudantes, ele chegou a lecionar a cerca de 200 alunos por dia.
Tal esforço, contribuiu para
o agravamento dos seus males físicos, vindo a falecer aos 42 anos de
idade, na casa da Rua João Pessoa (atualmente demolida), onde viveu a maior
parte de sua vida.
Numa justa homenagem ao velho batalhador, a Câmara Municipal
de Natal, no dia 21 de outubro de 1948, aprovou por unanimidade Projeto de Lei,
dando o nome de Fontes Galvão à antiga rua Camboim, no centro da cidade, entre
o Colégio Marista e a Catedral Metropolitana.
FONTE – LIVRO 400 NOMES
DE NATAL, DE DEIFILO GURGELK, JAEDELINO LUCENA, MANOEL ONOFRE JÚNIOR e REJANE CARDOSO.